Frequentemente, os empresários Manuel Capão e Fernando Cerdeira recebem o carinhoso reconhecimento de personagens emblemáticos da Bossa Nova, como Helô Pinheiro, eterna Garota de Ipanema
O Vinicius Show Bar nasceu em 1989, com o propósito de ser o templo da Bossa Nova. Assistir um espetáculo naquele ambiente elegante e glamouroso é como entrar em um portal mágico que nos remete à época de ouro da noite carioca. É muito mais que uma casa de espetáculos. É um santuário cultural no qual moradores de Ipanema, turistas nacionais e estrangeiros se encontram para contemplar a beleza melódica das composições de Tom Jobim e a riqueza poética dos versos de Vinícius de Moraes. Ao longo desses 37 anos de empreendedorismo e ativismo cultural, jamais desviou-se de sua finalidade. Enquanto muitos estabelecimentos, por diferentes motivos, sucumbiram às imposições mercantilistas e promoverem mudanças radicais no padrão de qualidade de suas programações, o Vinicius manteve-se firme em seu propósito. No repertório de todos os shows predomina a obra de geniais compositores brasileiros, garantindo que o legado deixado por eles continue sendo preservado e difundido às novas gerações.
Vale ressaltar, porém, que todo esse fomento cultural é fruto do sentimento de amor verdadeiro que dois portugueses de nascimento, mas cariocas de coração, sentem pela Bossa Nova e pelo Samba Jazz. Ao contrário de outros empresários do setor que mudaram de perfil para atrair clientes interessados em ritmos mais frenéticos e comerciais, Manuel Capão e Fernando Cerdeira mantiveram-se fiéis à música brasileira de qualidade, e são muito respeitados no universo artístico e empresarial. Tanto pela altivez do espírito empreendedor quanto pelo comprometimento com a resistência cultural num país que valoriza pouco esse gênero, paradoxalmente, reverenciado em todo planeta. Em diferentes países, agências internacionais de viagem referendam o Vinicius Show Bar como “Templo da Bossa Nova” por considerá-lo um elo vital entre o passado glorioso do gênero e o público estrangeiro. Por tais motivos, neste 20 de janeiro de 2026, data em que se festeja o Santo Padroeiro da nossa cidade, e às vésperas do 99º aniversário de Tom Jobim, nada mais justo que sublinhar, em alto relevo, o nome desses dois portugueses super gente boa, que nunca mediram esforços nem sacrifícios para preservar a riqueza cultural do Rio de Janeiro. Eles merecem.

